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Órteses para dedo em gatilho
O dedo em gatilho, também conhecido como tenossinovite estenosante, é uma inflamação do tendão com espessamento da polia causando um atrito anormal entre o tendão e a polia A1. Isso gera um círculo vicioso e evolui para uma dificuldade na extensão do dedo pelo aumento do volume do tendão na entrada da polia, causando dor moderada a intensa na mão.
No tratamento conservador, uma das condutas é o uso de órteses para repouso do dedo ou para impedir a flexão completa do dedo, evitando o gatilho.
Principalmente em casos agudos, utilizamos esta órtese em anel que imobiliza a interfalangeana proximal do dedo, impedindo a flexão completa da metacarpofalangeana e interfalangeana proximal, e com isso evita-se que o dedo engatilhe.
É uma órtese funcional, pois o paciente consegue realizar as atividades normalmente, tendo discreta restrição do movimento do dedo. O ideal é permanecer com a órtese durante o dia e a noite para dormir, de acordo com a conduta do cirurgião de mão, pois quanto menos engatilhar o dedo mais irá desinflamar. E obviamente, com a redução das atividades realizadas pelo paciente.
Anteriormente eram utilizados modelos como estes abaixo, que possuem a mesma função que a órtese em anel mas com maior restrição do movimento do dedo. Atualmente utilizamos estes modelos em casos muito específicos.
Para casos crônicos em que o paciente não quer ou não apresenta critérios para cirurgia, pode-se utilizar este modelo para dormir, pois é uma órtese que impede a função da mão, imobilizando todo o dedo. Em muitos casos há diminuição do gatilho.
O tratamento conservador sem o uso de órtese pode necessitar um período maior de tratamento, e as vezes sem resultado adequado.