Principais patologias

Síndrome do Polegar
A chegada das novas tecnologias causou um grande impacto mundial que, ainda hoje, segue revolucionando nosso estilo de vida. A tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano e se transformou em um elemento imprescindível para a comunicação, o trabalho e muitos outros aspectos da nossa existência. O smartphone é um dos dispositivos eletrônicos que mais alcançou usuários até hoje, estimando-se que mais de 4 bilhões de pessoas tenham pelo menos um aparelho.
Ainda que um smartphone nos abra a possibilidade de usar milhares de aplicativo para quase qualquer finalidade, faz algum tempo que se fala nos efeitos negativos para a saúde do uso excessivo desse equipamento. Entre estes efeitos negativos, está a síndrome do polegar, também conhecida como Síndrome do BlackBerry.
O uso frequente dos smartphones está sobrecarregando o polegar. Este dedo, que tem como função básica apoiar, está sendo utilizado para digitar nos diminutos teclados dos celulares, o que vem causando dores em um número considerável de usuários. Devido a este esforço acima do que ele pode suportar e que leva a sobrecarrega da articulação e do tendão do polegar, ocorrem patologias como por exemplo: tendinites, tenodinopatias, tenossinovites, artrites e, num caso mais extremo, rizartrose. Pacientes com o problema chegam aos consultórios relatando dores no polegar em razão do uso do telefone para digitar.
O público atingido pela síndrome do polegar, ao contrário do que se pode imaginar, não é só de jovens adultos e adolescentes que usam smartphones à exaustão para jogar, bater papo e navegar na internet. Executivos que ficam conectados o tempo todo para trabalhar também são pacientes comuns nos consultórios.
O tratamento consiste em:
- Mudar os hábitos;
- Usar menos o smartphone para digitar e recorrer a um teclado mais ergonômico sempre que for necessário escrever textos longos;
- Segurar o aparelho com uma das mãos e digitar com a outra, assim não se usa somente o polegar;
- Fazer pausas a cada hora e alongar os dedos;
- Para os casos mais graves, pode ser necessário imobilizar o dedo e iniciar um tratamento com medicação e fisoterapia;
- Em casos de rizartrose, a cirurgia pode ser necessária.
Dra. Márcia Arima, ortopedista, especialista em Cirurgia das Mãos.
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